| Mãe de presidiário é pega em revista íntima
As revistas de agentes da Susepe nas galerias da Penitenciária Modulada são frequentes, mas mesmo assim, é percebido que objetos como aparelhos celulares continuam entrando na casa prisional, que possui mais de 470 presos.
A Operação Rio Branco, coordenada pelo delegado da Polícia Federal, Diogo Caneda dos Santos, que prendeu mais de 40 pessoas no Estado envolvidas no esquema com o tráfico de drogas, na terça-feira, teve participação de dois detentos. Um do presídio de Carazinho e outro da Penitenciária Modulada de Ijuí.
Só para se ter uma ideia do tamanho do esquema de tráfico de entorpecentes, a polícia conseguiu apreender durante a operação 147 kg de cocaína, suficientes para produzir mais de um milhão de pedras de crack, além de cinco armas, munições, joias e veículos.
A operação foi em oito cidades gaúchas, entre elas, Santa Maria, Cruz Alta, Carazinho e Ijuí. A investigação teve início em agosto do ano passado.
Em Ijuí, não foi apreendido nenhum material na residência de familiares do envolvido preso na Modulada.
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Diogo Caneda dos Santos, a direção da Modulada seria comunicada oficialmente sobre o preso envolvido.
O delegado Penitenciário Regional, Adão Flores Filho, soube da operação e da participação do detento de Ijuí através do Jornal O Repórter. Segundo o delegado, o homem que participava da organização está preso por tráfico de drogas e a pena a ser cumprida é de oito anos de reclusão. O traficante iniciou a condenação em outubro do ano passado.
Em revista realizada quinta-feira, na Penitenciária Modulada, foi apreendido um aparelho celular encontrado nas partes íntimas de Elida Clarice Scherer. Ela foi conduzida para depoimento na delegacia de polícia e foi comunicada de que não poderá fazer visitas ao filho preso, Alberto Scherer, no prazo de 180 dias.
Um fato inusitado ocorreu enquanto a mãe prestava depoimento. O telefone celular tocou, e do outro lado, o filho preso perguntava o porquê da demora da mãe em entrar com o celular na penitenciária.
O delegado Penitenciário Regional soube da ocorrência. Segundo Adão Flores Filho, revistas foram efetuadas, mas não foi encontrado nenhum aparelho com o detento. A partir de agora, será aberta uma sindicância para apurar a existência do aparelho em poder do detento.
Em 30 dias, o inquérito precisará ser concluído. Alberto Scherer deverá reunir provas de que não possui o aparelho. O detento poderá perder benefícios, como regressão da pena.
O delegado penitenciário afirmou que 25 agentes penitenciários revistaram celas do Albergue Estadual de Ijuí, na tarde de ontem. Naquela casa priosional, foram encontrados 11 aparelhos celulares, cinco pedras de crack e dois estoques artesanais.
Redação Rádio Repórter
17.07.2010
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