03.09.2010
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Operação Rio Branco de combate ao tráfico de drogas no Estado desencadeou ação em Ijuí O tráfico de drogas em oito cidades gaúchas sofreu um revés na manhã de ontem. A partir da Operação Rio Branco, da Polícia Federal, foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, além de 40 mandados de prisão. A investigação teve início em agosto do ano passado e revelou que um grupo de traficantes de Santa Maria agia em parceria com outros de Porto Alegre, Carazinho, Caçapava do Sul, Cruz Alta, Nova Hartz, Parobé, Novo Hamburgo e Foz do Iguaçu, no Paraná. Mesmo com a apreensão de drogas e algumas prisões, os grupos rapidamente voltavam a se organizar. Desde então, os trabalhos foram intensificados e 40 pessoas já foram presas. Dois dos traficantes já eram detentos e gerenciavam o tráfico de dentro dos presídios. Um traficante falava do presídio de Carazinho e outro da Penitenciária Modulada de Ijuí. De acordo com o Delegado Penitenciário Regional, Adão Flores Filho, o detento que participava da organização, está preso por tráfico de drogas e a pena a ser cumprida é de oito anos de reclusão. O traficante iniciou a condenação em outubro do ano passado. Com apoio da Brigada Militar e Polícia Civil, Policiais Federais realizaram operação em Ijuí, na busca de materiais que pudessem evidenciar alguma ramificação dos contatos do detento da Modulada. As investigações foram efetuadas em uma residência, pertencente à família do traficante, localizada no bairro São Paulo. Conforme o delegado da Polícia Federal, Diogo Caneda dos Santos, o esquema foi descoberto a partir da atuação de traficantes em Santa Maria. Foram apreendidos 147 kg de cocaína, suficientes para produzir mais de um milhão de pedras de crack, além de cinco armas, munições, joias e veículos. Para despistar a polícia, os traficantes pagavam as drogas que adquiriam com carros que eram comprados legalmente na Bahia, por valores mais baixos que os vendidos no Rio Grande do Sul. Já o transporte da droga era realizado em fundos falsos de veículos. Mesmo com o impacto causado nas quadrilhas, a Polícia Federal acredita não ter desarticulado completamente estes grupos. Segundo o delegado, o monitoramento irá continuar para impedir que os traficantes presos sejam substituídos por outros.

Redação Rádio Repórter
14.07.2010